sábado, 29 de setembro de 2012

Desabafo de um coração.



" Um amor que faz falta. Se foi sem ao menos dizer: - Adeus! 
É como se não tivesse acabado. Pelo menos tem sido assim pra mim."

Eu coração é quem vos escreve hoje. Preciso que saibam como me comporto, como me sinto e tenho que informar ao ser, individuo que me tem dentro de si, que ele não tem o mínimo controle sobre mim, tenho até simpatia por ele no entanto seus pedidos são contrários aos meus, isso faz com que eu o faça sofrer.
Peço que me desculpe pobre ser. Infelizmente para você, sou eu quem decide de quem gostar, de quem sentir saudade. Desculpe.
Vou começar meu desabafo falando o que acontece quando seu algo que não gostaria de saber...
Fico intercalando batimentos entre leves e moderados, devo bater aproximadamente 60 à 90 vezes por segundo, juntamente com a aceleração de meus batimentos vem a decepção, a tristeza e a magoa. Elas não gostam de mim, pois quando aparecem tentam de todas as formas me destruir.
Quando vejo algo que queria muito ver, ou quando sinto algo que gostaria de sentir bato aproximadamente umas 110, 120 vezes por segundo e com minhas batidas vem a alegria, a felicidade, o amor, o sonho, o desejo! Não sei se gostam de mim, pois ao menor acontecimento indesejado se afastam rapidamente de mim.
Sei que você que me guarda dentro de seu corpo me desenha com delicadeza e me pinta lindamente de vermelho. Sinto lhes dizer que eu coração não sou tão lindo, perfeito e vermelhinho como você desenha. Sou irregular física e sentimentalmente. 
Nasci vermelhinho ou seja repleto de amor, alegria, carinho e segurança, nasci perfeito como você desenha, mas não fico assim pra sempre! Acontecimentos diversos me modificam diariamente. Gosto de algumas pessoas, de algumas situações, quando elas se vão parte de mim vai junto. Essa parte é substituída por uma parte quase que impermeável, ela é cinza, obscura, completamente horrorosa! Conforme essas situações (que eu mesmo acabo escolhendo) vão acontecendo, vou ficando desconfiando, esqueço quase por completo o que sinto quando acorre algo que quero como já relatei no inicio, me transformo em algo seco.
Fico tão magoado que começo a desenvolver o "câncer" do coração: o rancor. Esse sentimento ou melhor doença e a única coisa que pode me destruir completamente.
Através desse desabafo digo ao ser que hábito: - Não tens controle de absolutamente nada que sinto. Eu sou o culpado por todas as alegrias e tristezas.
Ao coração do individuo que não foi capaz de me dar um simples: Adeus. Quero que saiba que hoje parte de mim é cinza, estou perto do "câncer" e sim isso é culpa sua! Não por não ter retribuído o que eu senti, nem por não ter alcançado minhas expectativas. É culpa sua por não ter me mostrado que não era reciproco  o que eu achava que estava acontecendo, é culpa sua por não ter dito adeus, para caracterizar o fim.
Eu seria capaz de me reconstruir depois de um adeus, mas não sem um desfecho concreto.

1 comentários:

Anônimo disse...

=)Lindo

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