Hoje o dia foi complicado de viver. Tive uma prova de vestibular à qual eu não havia estudado para fazer. Assim como todas as vezes depois de uma prova dessas fiquei sem saber o sentido de tudo o que venho feito.
O dia foi estranhamente torturante. Me senti de uma inutilidade incrivelmente dolorosa.
Fui ao shopping com meu namorado para almoçarmos e pagarmos algumas contas e fazer mais algumas, afinal o natal está chegando. Escolhi alguns presentes meio sem saber o que eu realmente gostaria de dar e se realmente eram a cara de quem irá ganha-los. Estava avulsa de tudo e de todos os que estavam a minha volta. Me senti sufocada.
Depois das compras voltamos pra minha casa, e meu namorado foi assistir ao jogo. No começo eu até tava empolgada com o jogo, mas me cansa o tamanho da rivalidade entre o meu time com seu adversário. É uma rivalidade que vai além do campo de futebol. Isso me deixa com muita raiva e sem a menor vontade de assistir ao jogo.
Meu amigo me ligou, conversamos sobre a prova que fiz, ele insistiu que eu acreditasse que possa obter um resultado positivo, infelizmente não consigo. Porém ele deu uma animada no meu dia, ele sempre consegue fazer isso quando não estou muito bem e ele nem sabe o bem que me fez. Meu namorado tentou me dar um pouco de atenção assim que o jogo terminou...Porém nosso time empatou e ae a combinação homem bolado + atenção, definitivamente é inviável. A não ser que a atenção seja a que eles querem.
De noite quando eu realmente queria conversar com ele, assuntos relativamente importantes do tipo futuro, planos para o próximo ano, responsabilidades e nós, ele “apagou”. E eu fiquei completamente mal, ou melhor me afundei de vez na minha falta de utilidade. Meus olhos se encheram de lágrimas por vê o quanto banal estou e sou.
Relembrei tempos que eu me sentia em parte o oposto do que sou hoje. Senti saudades, de coisas que tive e que fiz e hoje não as tenho e nem as faço mais.
Por fim com os pensamentos voando por minhas memórias e lembranças peguei no sono sem a menor percepção e felizmente o dia se foi...
- Escrito dia 04/12/2011
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